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22
Jan

Não somos dos que retrocedem

Escrito por Administrator on 22 Janeiro 2012.

img-artigos- Não somos dos que retrocedem
Anderson Bomfim
Introdução...
Esse artigo é parte do livro “Quebrando as fortalezas que se levantam contra o conhecimento de Deus” e tem sido liberado com objetivo de encorajar todos os santos que estão sendo aperfeiçoados a irem até o fim na carreira que lhes está sendo proposta, pois não podemos continuar inacabados, vivendo o provisório como permanente, parando sempre no meio do caminho, contentando-nos com a idéia de um dia termos tentado mudar em direção àquilo que Deus esperava de nós. Precisamos de uma vez por todas deixar de lado toda ilusão, todo engano dos nossos sentidos com relação a expectativas do nosso coração firmando-nos nos propósitos claros e seguros de Deus, lançando aos pés da cruz todas as frustrações, que talvez têm sufocado durante anos nossa capacidade de crer novamente na manifestação do Reino de Deus através da igreja  viva de Cristo experimentada na boa, perfeita e agradável vontade de Deus Pai.

A igreja é a menina dos olhos de Deus, por isso, não confunda a igreja organismo vivo com as organizações sistematizadas que criamos e que na maioria das vezes nos engessam, sufocando a vida do Espírito, estrangulando a fé, filosofando o amor, vendendo a verdade, e se fortalecendo à custa da ignorância generalizada. A igreja de Cristo não está fundamentada sobre ordens criadas por homens, para satisfazerem homens, anulando as escrituras por causa de tradições excêntricas e egoístas, limitando multidões a resumirem vida cristã a “viver em função de si mesmos”, refugiados em paredes atribuindo a um “lugar” aquilo que segundo as escrituras é uma “realidade”. A Igreja é “viva”, por isso, entendemos um plano de resgate e restauração, acordando-nos para o entendimento de “eclésia” confirmando o fato de estarmos sendo chamados para fora, de onde resolveremos publicamente os assuntos concernentes ao Reino de Deus na terra. Com base nessa introdução entendemos que essa realidade sempre nos custará algo, por isso, estaremos falando sobre não sermos daqueles que retrocedem por não calcularem suas escolhas.

Ao começar a ler o capítulo 14 de Lucas, um dos textos mais relevantes hoje, sobre os valores do Reino, vamos ver Jesus entrando na casa de um dos principais fariseus para comer pão, e o interessante nesse contexto inicial é notar que todos estavam com os olhares voltados para Ele, estavam observando atentamente como se portaria. O que isso pode significar pra nós? Primeiramente, que antes de falar qualquer palavra, Ele fez. Confirmando Atos 1.1 que apresenta o primeiro relato a respeito das coisas que Jesus começou a “fazer e ensinar”. Trata-se de um princípio elementar do Reino, pois nem todo aquele que diz, “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.(Mateus 7.15-22)Todo o ensino de Jesus nesse contexto está fundamentado naquilo que primeiramente, de maneira simples, demonstra diante de todos os presentes. Mas o que ele fez? Diante dos olhares atentos, Ele se dirige a um homem que sofria de hidropisia, doença que consiste no acúmulo de líquido e inchaço no corpo todo ou numa de suas partes, e após o silêncio sobre ser lícito ou não curar no sábado, Ele cura o homem diante de todos e o despede são.

Após isso, a situação muda e agora era Jesus que estava com os olhos voltados para aqueles homens, reparando atentamente a forma como se comportavam. Será que aquilo que via era semelhante ao que havia acabado de mostrar? Será que com o testemunho do poder sacerdotal, não estava denunciando a diferença dos valores religiosos para com os valores do Reino de Deus? Será que mediante seu testemunho, não poderia trazer um ensino sobre esses valores? Será que não precisamos hoje desse ensino, como uma geração afetada por uma crise de valores e princípios? Quando Jesus entrou naquela casa, moveu-se em direção as necessidades de um homem que passava despercebidamente pelos olhares dos escribas e fariseus, totalmente preocupados em conseguir os melhores lugares da mesa, em alcançar uma posição de honra, pensando apenas em si mesmos, consumidos por um falso zelo religioso e egoísta. Nesse contexto Jesus começa a ensinar que para entendermos e vermos o Reino, nós precisamos mudar nossa mentalidade e principalmente tirarmos os olhos de nós mesmos. A partir disso Jesus fala da forma como aqueles que procuram honra serão envergonhados e da forma como os humildes serão exaltados, expondo a necessidade de transformação das motivações do nosso coração pela renovação da nossa mente para experimentarmos o Reino de Deus. (Lucas 14.11 “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado”.) O que realmente importa para nós hoje? O que estamos priorizando? O que estamos procurando? Será que também não nos perdemos em nós mesmos, deixando de olhar com o olhar de Cristo (Mateus 9.26) e de se importar com o que Ele se importa? Enquanto muitos se atropelam procurando pelos melhores lugares, Jesus está com seus olhando atentos àqueles que estão com seus olhos voltados para pessoas, homens e mulheres que aderiram integralmente aos valores do Reino de Deus e a sua justiça(Mateus 6.33).

Antes de dizer sim...
Esse contexto nos tráz algumas lições sobre a inflexibilidade da lei, os exaltados que serão humilhados e dos humilhados que serão exaltados, da diferença do fazer apenas pela recompensa dos homens ou de Deus. Mas a partir de Lucas 14.15 alguém diz “Ora, ouvindo tais palavras, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem aventurado aquele que comer pão no reino de Deus”, ou seja, alguém que estava na casa disse: “Feliz é o homem que comer pão no Reino de Deus, talvez esse homem tivesse entendido que Jesus estava preparando uma mesa da qual somente quem vivesse sobre esses novos valores poderia se assentar, e experimentar essa realidade. Talvez em sua mente estivesse pensando: “Senhor, eu estarei lá”. Isso explica o motivo e a importância da parábola que segue, falando de certo homem que deu uma grande ceia e convidou muitos, que a princípio parecem ter aceitado, por isso, na hora da ceia ser celebrada, envia seu servo para avisar seus convidados: “Venham, já está tudo pronto!”. É interessante entendermos que havia um tempo entre o convite e o aviso, naquela época, diferente de hoje, não se preparava grandes ceias ou banquetes de um dia para outro. As pessoas recebiam um “duplo convite”, ou seja, havia o primeiro convite, e depois do tempo necessário para a preparação, as mesmas pessoas eram lembradas da grande ceia. Porém, aqui a questão é que muitos que aceitaram o convite com o passar do tempo mudaram de idéia.

Você está entendendo o que Jesus está querendo dizer para aqueles homens que falavam da mesa servida no Reino? Jesus estava dizendo que nem todos que dizem “estarei lá!”, entenderão que entre o “chamado” e o “cumprimento” existe o tempo de “preparação”, nem todos se manterão comprometidos com o que lhes foi proposto, muitos na hora final não terão a mesma disposição, nem todos que disseram sim, permanecerão mantendo a mesma posição, mas simplesmente pedirão escusas, apresentando desculpas no mínimo esfarrapadas.

Seguindo a parábola, muitos procurando justificar a indisposição e desinteresse pela grande ceia, dão desculpas incoerentes e superficiais. Homens que compraram terras antes de ver, que compraram bois sem experimentá-los, sabemos que ninguém faz isso! Outro que por casar, e estar livre por alguns dias de suas obrigações, usa desse benefício para não assumir o compromisso de estar na ceia, como se fosse uma obrigação. Esses homens que se esconderam atrás de suas desculpas, na verdade não queriam mais, justamente por estarem totalmente preocupados com as suas próprias coisas, valorizando os seus próprios interesses como se o convite já não fosse tão importante. Você percebe que ele continua Ensinando sobre aquilo que primeiro fez diante de todos. Está falando dos valores que regulam a disposição do nosso coração. Esses homens se perderam em si mesmo durante o tempo de preparação. Preste atenção nisso, pois cremos tratar-se de algo muito sério. A anos temos recebido palavras que falam de uma grande liberação sobre o Brasil que impactará as nações, porém, entendemos não tratar-se de uma realidade instantânea mas sim, de um processo de preparação e aperfeiçoamento.

 Temos visto toda uma geração desejando experimentar uma nova manifestação de Reino, mas a questão é se nos manteremos firmes nessa mesma disposição daqui a alguns anos. Será que ainda acreditaremos naquilo que confessamos, se permaneceremos firmes no “sim”? Devemos refletir sobre isso, porque Jesus diz nesta parábola que nenhum daqueles que mudaram de idéia participarão de sua grande ceia, isso é muito sério. Alguns podem dizer que essa parábola representa o povo judeu como àqueles que não aceitaram Jesus como Messias dando oportunidade aos gentios de receberem o Reino, porém, acreditamos que essas palavras são determinantes para definir a posição e o destino de muitos nesses dias. Não temos dúvidas que muitos foram e ainda estão sendo chamados, mas a questão é quantos estão se posicionando com firmeza diante desse chamado de Deus conscientes do tempo de preparação e desenvolvimento que deverão passar. A verdade é que aqueles que um dia falaram sim, e um dia retrocederam jamais comerão pão no Reino de Deus. Por isso, atentemos para essa parábola, pois ele é mais real do que imaginamos. Nela Jesus diz que todos que estavam pelas ruas e becos da cidade, os pobres, aleijados, cegos e coxos, encheram a casa daquele Senhor e participaram da ceia, ou seja, os primeiros convidados perderam o seu lugar para os segundos, totalmente improváveis e excluídos. Hoje mesmo, muitos homens que tão atarefados com suas próprias coisas, às vezes até mesmo em nome de Deus, podem estar perdendo seus lugares para os outros, que estão sendo levantados de lugares improváveis, não porque sejam especiais, pelo contrário, somente porque os primeiros convidados se perderam em si mesmos. Na verdade, Jesus continua confirmando hoje, suas palavras na casa do fariseu.

Logo após falar sobre esse banquete ao alcance de todos, muito eficaz para se atrair multidões, tendo aparência de sucesso e resultados imediatos, Jesus volta-se para uma multidão de pessoas que o seguia e começa a trazer uma seqüência de palavras determinantes para todos que desejam viver o Reino, mostrando seu desejo em levá-los a um nível mais excelente, concreto e permanente. Na verdade, queria promove-los de multidão para discípulos, de meros simpatizantes para comprometidos seguidores, de abençoados para abençoadores, do banquete para a cruz. Isso prova que ao contrário de uma mensagem evangélica contemporânea, Jesus pregava uma mensagem completa. Preste atenção: “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” Lucas 14.25-27. Jesus foi além de onde temos ido, foi além da mensagem de salvação, na verdade mostrou o verdadeiro caminho para se chegar a mesa do Reino de Deus. Ao contrário da nossa mensagem limitada ao “Venha, aceite, seja salvo, receba as benções dessa tão grande salvação”, pregava uma “verdade completa”. Se hoje não pregamos sobre arrependimento e principalmente obediência em perseverança para alcançar um propósito específico e eterno, o evangelho que pregamos não é o evangelho do Reino. Por isso, a continuidade dessa mensagem não cativa multidões, mas afinal, queremos multidões ou discípulos? Lembre-se que Jesus ao contrário de nossas manias místicas estava procurando por homens dispostos a viver algo concreto e permanente.

Portanto, a proposta desse artigo é de gerar um posicionamento responsável mediante as palavras que Jesus nos diz: “Se alguém vem a mim e não aborrece (aborrece; isto é, ama menos, Mateus) a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”. O que isso significa? Que se alguém não ama menos a quem antes mais amava, incluindo a sua própria vida, não pode ser discípulo, não pode seguir os seus passos, nunca entenderá esses valores do Reino de Deus, pois segundo as escrituras, essa realidade nos custará “tudo”. Contrariando uma mensagem distorcida do “gratuito”, temos pensado que se o que temos vidido hoje não tem nos custado nada, o que estamos vivendo pode não ser o Reino de Deus, podemos até chamar de cristianismo, mas não é coerente com o que Cristo viveu e nos chamou a viver, ou seja, “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo”(Lucas 14.27).

Pare, pense e decida...
Continuando a falar sobre a necessidade de nos posicionarmos diante da proposta de ser discípulo dentro dos valores do Reino partimos para Lucas 14.28-33 que diz: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluí-la? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz. Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”.

É comum tirarmos desse texto princípios a serem aplicados na vida financeira, não comprar o que não temos condições de pagar, não assumir compromissos sem planejamento prévio, não queremos dizer que seja errado, porém, esse texto pode tratar-se de uma verdade muito mais abrangente e profunda. A verdade que nos livrará de uma proposta evangeliza livre de custos, para uma realidade de graça que se manifesta na identificação com a morte e ressurreição de Cristo, mostrando a legitimidade da mensagem da mensagem do Reino, falando de um banquete oferecido por meio de um favor imerecido, mas que ao mesmo, fala de entrega e comprometimento total.

Não se constrói algo permanente com decisões impensadas. Lucas 14.28 diz:Assentar-se, calcular as despesas e verificar os meios para concluir”. Essa verdade nos transiciona do míope imediatismo a uma clara e segura perspectiva de futuro, ou seja, nos conduz através de um processo contínuo de transformação e renovação integral, do provisório ao permanente, das fantasias evangélicas para direções práticas e concretas. Trata-se de um chamado a concluir, a construir algo permanente Nele. Lembremos sempre disso: Deus é real e tem uma proposta concreta, cujo preço é obediência. Por isso, precisamos parar, pensar e calcular o quanto isso ira nos custar e ver se estamos dispostos a ir até o fim. Se ainda pensamos em parar no caminho é porque na verdade nunca soubemos até onde queríamos ir, nunca pensamos no quanto o verdadeiro cristianismo iria nos custar. Pense nisso antes de começar, pois, o Senhor espera decisões pensadas, calculadas e definitivas. Não se constrói algo excelente sobre bases frágeis, por isso, Cristo sempre respeitou o valor máximo da liberdade de escolha mediante o entendimento claro de seu chamado, por isso, simbolicamente não vemos Jesus pescando com varas, ou seja, nunca enganou pessoas para tê-las ao seu lado, nunca fez promessas em troca de devoção, mas simplesmente dizia: “Segue-me”, e muitos deixando tudo imediatamente o seguiam. Lembro-me que na minha ordenação ao ministério, Ele simplesmente me disse: “Não será fácil”. A princípio não parece nada encorajador, mas para mim pareceu muito verdadeiro. Mas porque decidir pelo Reino de Deus deve ser algo pensado e calculado? Porque custará na nossa vida, fala de renuncia, que significa estarmos desprendidos de tudo, de todas as preocupações naturais que matam a mensagem do Reino (Marcos 8.14), e dos valores estabelecidos por aquele que é o regente do curso deste mundo. A mensagem do Reino fala de morrermos todos os dias para nós mesmos e segui-lo dentro do propósito para o qual fomos chamados, num novo modo de vida no Espírito, confirmando que essa realidade não nos é gratuita, mas sim imerecida.

A grande verdade é que a “forma como nos posicionamos hoje, definirá onde estaremos amanhã”. Todas as decisões do presente implicam em conseqüências futuras. Por isso, decisões não devem ser emocionais, uma vez que, seja comum desistirmos daquilo que foi apenas resultado de empolgação momentânea ou pressão externa natural de realidades massificantes. Precisamos “hoje”, tomar uma decisão que seja para sempre, é assim que as coisas acontecem, somente quando escolhemos por elas. Tudo depende de um posicionamento claro, por isso a inconstância é inimiga do avanço e responsável por todo atraso que denuncia nossa omissão e cumplicidade com as obras infrutíferas das trevas (Efésios 5). Sendo assim, como na construção de uma torre, ninguém se atira a um empreendimento sem calcular se pode ir até o fim, ou como numa guerra, ninguém ataca sem verificar se há condições de vencer, é tempo de nos posicionarmos, lembrando que o não se posicionar já é uma posição, e que toda e qualquer escolha traz consigo conseqüências que sempre envolvem o presente e o futuro, lembrando que uma vez confirmado o desejo de viver o Reino de Deus, devemos saber até onde queremos ir. Essas palavras tem ecoado a algum tempo em nossos corações, e creio que vivemos dias de posicionamento, dias que teremos que fazer escolhas, dias que teremos que  aprender a perder para ganhar, retroceder para avançar, morrer para viver e experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para nossas vidas.

Até onde estamos dispostos a ir?
Antes de falarmos até onde estamos dispostos a ir, é importante entendermos até onde Jesus foi. João 13.1 diz: “Tendo amado os seus, amou-os até o fim”. Lucas 22.44 diz: “E estando em agonia orava mais intensamente e aconteceu que seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.” Nesse contexto ora: “Pai, se queres passas de mim este cálice, contudo, não se faça a minha vontade e sim a tua”. Jesus sabia que a vontade do Pai era que fosse até o fim, por isso, veio com uma missão e nada iria impedi-lo de cumpri-la, veio para dizer aos céus, terra e inferno: “Está consumado! Acabou!” (João 19.30). João 17:4 ainda diz: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer”. Agora, quero te fazer uma pergunta: Se Jesus foi até o fim por amor a nós até onde estamos dispostos a ir por amor a Ele? Filipenses 2.5 diz: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus”. Temos orado muitas vezes “Pai nosso, santificado seja o seu nome”, mas Jesus mostrou como glorificar o nome do Pai na terra, simplesmente cumprindo o obra que lhe foi confiada, não importa o que seja, cumpra propósitos, e glorifique o Pai em sua vida, não importa o quanto tempo demore, faça apenas o que deve ser feito, por isso, é importante que você faça uma pergunta a você mesmo: Até onde estou disposto a ir? Ou ainda, até onde a palavra diz que devo ir?

Hebreus 6.11 e 12 diz: “Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas”. O autor diz: É necessário que vocês continuem! Mas “como” e “até onde”? Devemos continuar até o “fim”, mostrando a mesma “diligencia”, que no grego aparece como “spoude”, uma palavra que além de interesse, seriedade e empenho em executar algo, tem uma conotação de pressa e urgência. Por isso, o diligente é cuidadoso, esforçado, rápido e constante no exercício do ministério, visando finalizar sempre mantendo a mesma dedicação e empenho do começo, pois a diligência gera completa segurança e plena confiança naquilo que esperamos. Se não mantemos a mesma dedicação nos tornamos indolentes e negligentes. Preste atenção! Não há meio termo, se não somos diligentes, somos negligentes. Além disso, diligencia gera fé e a paciência necessária para alcançarmos a promessa, e chegarmos ao fim, mas a negligência sempre nos deixará no meio do caminho. No contexto bíblico a preocupação era com a instabilidade e inconstância na prática do amor, com a acomodação natural naquilo que já haviam alcançado tornando-se negligentes descuidados e desatentos.

Essa palavra “negligência” aparece como a mesma palavra usada em “tardios em ouvir” de Hebreus 5.11, “nothros”, significando lento, moroso, preguiçoso, indolente, tendo a ver com desleixo, descaso, descuido, displicência, com algo tedioso, frouxo e atrasado. Para confirmar essa exortação contra todo tipo de negligencia como sintoma de imaturidade e conseqüentemente cativeiro espiritual, ainda temos o texto Efésios 5 como uma das maiores verdades para a igreja dos nossos dias, dizendo: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor”. Esse texto nos desafia a considerar, ponderar, examinar com cuidado a forma como regulamos nossas vidas, se temos nos comportando como homens imaturos, insensatos e tolos, ou como sábios, “sophos”, alguém instruído que elabora os melhores planos, que usa os melhores meios para sua execução. Você consegue entender a importância desse exame pessoal? Mas o que é necessário para isso? Que haja Luz! Por isso, rogamos para que em Cristo sejamos iluminados, para então, levantarmos de um sono mortífero que tem nos paralisado tornando-nos inertes insensíveis. A verdade é que sem sermos iluminados, nunca nos veremos, sem sermos total e intimamente expostos, nunca nos encontraremos e conseqüentemente não encontraremos o caminho proposto.

Por isso, comecemos já a romper com toda cumplicidade estéril das trevas, buscando a sobriedade do Reino abandonando o embriagar-se com o vinho da Babilônia (Apocalipse 14.8), enchendo-nos do Espírito, remindo o tempo, porque os dias são maus. Esse termo “remir” vem resgatar do poder de outro, libertar dos cativeiros, escravidão e dominação, fazer uso sábio de cada oportunidade para fazer o bem. Precisamos acordar antes que seja tarde. Lembre-se: Até onde e como devemos ir? Até o fim com a mesma diligencia, dedicação e empenho. Como sábios, santificando o tempo, fazendo o bem, movidos pelo Espírito. A quanto tempo não sabemos o que é isso? A quanto tempo tudo perdeu sua beleza, cor e significado? Entenda que negligencia é maldição (Jeremias 48.10 “Maldito o que fizer a obra do Senhor relaxadamente”). Se não permanecemos naquilo que nos foi anunciado desde o começo, não escaparemos, não teremos segurança, estaremos expostos, fora de proteção, ou seja, em perigo. (Hebreus 2.3 “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram”.)

O Prêmio é para os que terminam...
Talvez você se pergunte: Mas o que vale mais? A forma como começamos ou terminamos? Será que é suficiente saber que um dia eu corri bem? Será que adianta começarmos bem se nos tornarmos relaxados e não chegamos ao final? Preste atenção no texto: “Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chama”. Gálatas 5.7. Paulo diz que eles corriam bem, num tempo verbal relativo ao passado. Por quê? Trata-se de uma igreja que começou muito bem, mas passou a ser impedida de continuar correndo com excelência, por que houve uma persuasão, ou seja, começaram a ser induzidos com palavras ou favores, pessoas tentavam convencê-los a parar ou mudar de direção, a palavra “impedir” aparece como “chocar-se contra a fim de parar”, mas de quem vinha essa persuasão? De homens de influência no contexto da igreja da época, chamados por Paulo de “falsos irmãos” que queriam parar os santos, quebrando o princípio da obediência a verdade, abrindo concessões, voltando a religiosidade legalista. Portanto a palavra para nós hoje é “Cuidado”, para não cairmos na persuasão de homens que tratam seu primeiro amor como uma doença de insanidade temporária, como um processo de pseudo-amadurecimento e maturidade de fé, fabricando religiosos medíocres sem vida e paixão. Lembre-se: Temos que continuar correndo bem, com a mesma excelência, sabendo que tudo que tentar induzir ao erro, ao desvio da verdade do evangelho do Reino para o caminho mais fácil e muitas vezes mais lógico, a fim de nos parar, não vem de Deus.

Lembre-se que Deus sempre nos impulsiona a continuar até o fim, porque trata-se de um Deus que finaliza e espera que entendamos isso, que melhor é se terminamos do que apenas começamos bem. Hebreus 3.6 e 14 diz: “Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança. Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos”. Cristo é fiel como Filho, como aquele que dirige a casa de Deus e nós seremos sua casa se conservarmos firme até o fim a nossa coragem e confiança naquilo que esperamos. Preste atenção! Seremos de fato Igreja, participantes de Cristo se continuarmos firmes, mostrando até o fim a mesma confiança que temos tido desde o princípio, pois caso contrário, não teremos confirmadas as promessas de sermos casa de Deus e participantes de sua natureza. O que isso significa? Melhor é irmos até o fim, pois termos tentado não será suficiente. Lembra-se da carta escrita a Igreja em Éfeso, que se tornou uma circular a todas as sete igrejas? “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. Agora vocês não me amam como me amavam no princípio, não mostram a mesma dedicação e disposição interior demonstrada nas primeiras obras, portanto volta! Apocalipse 2.4-5 diz: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. O que isso significa? Historiadores dizem que esta Igreja acabou sendo removida por sua inutilidade, acabou. Por quê? Não manteve até o fim o mesmo amor e dedicação, ou seja, eles se apagaram, e um candeeiro apagado não serve pra nada. Essa palavra é para a igreja e quem tem ouvidos para ouvir “obedeça”. O prêmio é para os que terminam. O que vale é se terminamos e não se tentamos. Você já viu alguém ser premiado por não ter terminado uma corrida? Preste atenção nesses textos:

Chamado a Finalização

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte”.
Apocalipse 2.11

 

“Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações”,
Apocalipse 2.26

 

“O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”.
Apocalipse 3.5

“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono”.
Apocalipse 3.21

 

“O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho”.
Apocalipse 21.7

 

Quantos de nós estamos esperando por isso? Não sofrer dano na segunda morte, ter autoridade sobre as nações, ser declarado diante de Deus e dos anjos, sentar com Cristo em seu trono. Quem herdará essas coisas? Aqueles que tentaram? Não, somente os que finalizam aquilo que foram chamados para executar, os que permanecem firmes até o fim, que perseveraram na fé até a morte. Você consegue entender o princípio? Outro exemplo muito conhecido, mas que poucos de nós têm alcançado resultados concretos é o princípio da semeadura, mas por quê? Porque temos negligenciado a lei dos condicionais. O princípio diz que devemos semear no espírito oposto, nunca na carne, sempre no Espírito, fazendo o bem, acima de nossos direitos e razão, e então dessa forma “se”, isso é um condicional, não nos cansarmos, desanimarmos ou desfalecermos, ao seu devido tempo, ceifaremos. A palavra “desfalecer” significa perder a força, relaxar, estar enfraquecido até a exaustão, estar cansado, ou seja, se aquele que semeia não continuar semeando, deixa de alcançar a colheita.

Já parou para pensar o quanto deixou de colher em sua vida por não permanecer semeando? Por não permanecer fazendo o bem até o fim? Por não permanecer esperando o devido tempo da colheita? Quantas coisas você já perdeu por desistir? Não podemos mais nos enganar, com Deus não se negocia, Ele sempre vai se mover sobre os princípios que estabeleceu. (“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos”. Gálatas 6,7-9) Ouvi algo ainda esses dias que faz muito sentido nesse momento: “O preço da impaciência pode nos ser muito caro, porém, o premio da paciente perseverança pode nos surpreender”. A verdade é que: Melhor é chegarmos ao fim, glorificando ao Pai por consumar e cumprir, do que sermos apenas homens cauterizados pelo saudosismo, uma espécie de narcótico que amortece os sentidos, anestesia a alma e tenta silenciar a voz da própria consciência, alegando invalidez, a fim de justificar o “fogo que se apagou”  e os embaraços da vida que os impossibilitou de  prosseguir para o alvo, e continuar combatendo o bom combate.

Se não terminamos, não importa até onde fomos
Com base em tudo que já lemos até aqui dizer que: “Se não chegamos até o fim, não importa até onde caminhamos”, pois Hebreus 10.38 e 39 diz: “Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma”. Esse texto fala dos que retrocedem, ou seja, dos “hupostello”, aqueles que se retiram de um propósito, voltam a trás, rebaixam-se, hesitam ou escondem-se. Se retrocedermos, ou seja, se nos retiramos de um propósito, se olhamos para traz, se apresentarmos sintomas de involução entrando em estado de decadência, desviando-nos de um objetivo proposto, não importa até onde caminhamos, porque nossos caminhos nos levaram a lugar nenhum. E além desse retroceder gerar insatisfação e desprazer em Deus, esse texto mostra claramente que não podemos deixar que persuasões levantem-se contra nós e nossos filhos, pois quem conserva a alma, conserva para a salvação e quem retrocede, retrocede para a perdição, palavra que aparece como “apoleia” que pode significar destruição total que consiste no sofrimento eterno no inferno, isso é muito indigesto, mas a verdade é que não há lugar no Reino para covardes desertores (Apocalipse 21.8).

Com base nisso temos entendido que cada um será tratado não pela forma como começou, mas por sua condição e final. Jesus ensina esse princípio dizendo: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” (Mateus 14.12-14). Ele diz somente aquele que “perseverar”, que no grego “hupomeno”, significa permanecer, não retirar-se ou fugir, preservar sua fé mesmo que sob provações e sofrimento, agüentar bravamente e manter-se firme em Cristo, somente esse que perseverar até o fim será salvo. Precisamos entender que a condição final é determinante. Lembra-se de Lucas 23.43? “E acrescentou: Jesus lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

A verdade é que se não terminamos, não importa até onde fomos. Isso é muito sério. Talvez a princípio isso possa parecer injusto, mas a palavra explica porque tem que ser assim. Ezequiel 3.20 diz: “Também quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; visto que não o avisaste, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não serão lembradas, mas o seu sangue da tua mão o requererei”. Veja que quando um justo deixa a sua justiça e faz o que é mal, a sua justiça é anulada pelo seu pecado, e se diante do chamado ao arrependimento, há permanência no pecado, suas práticas justas “não serão lembradas”. Isso significa que se não permanecemos na justiça, não importa até onde fomos, ou o que um dia fizemos. Você entende? Porém, Hebreus 6.10 diz: “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos”. Preste atenção!Deus não é injusto para esquecer-se do amor que estavam evidenciando, daquilo que provavam, seja por argumentos ou por atos, porém, observe que ele fala do serviço que “prestaram” e “ainda estavam prestando”, ou seja, passado e presente, mostrando que Deus não se esquece do que fizemos, desde que permaneçamos fazendo com a mesma dedicação. Portanto, não entendemos como algo injusto, mas de uma verdade lógica de finalização. Trata-se de uma realidade contínua de dependência e avanço pela prática da verdade, confirmando a necessidade de nos arrependermos de obras vãs, destituídas de vida e inspiração, para voltamos a fazer algo “no”Senhor de novo, cheios de inspiração e paixão, pois, “No Senhor nosso trabalho não é vão” (1 Coríntios 15.58), lembrando que essa preposição “no”, denota origem ou ponto de onde procede uma ação (de “dentro de”), dessa forma devemos continuar mantendo a mesma dedicação, sempre ligados Nele, pois sem Ele nada somos e nada podemos fazer (João 15.5).

Princípios práticos para permanecermos até o fim
Uma pergunta que cairia muito bem agora seria: O que devemos fazer de prático para permanecermos até o fim? Para não ficarmos no meio do caminho, perdidos em lembranças e na frustração de não saber como seria se tivéssemos continuado? Cremos que existem dois fatores determinantes: Primeiro, prestar mais atenção nas verdades que temos ouvido, para não nos desviarmos. Hebreus 2.1 diz: “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos”. O texto enfatiza o que realmente importa, aquilo que é necessário, que nos apeguemos, do termo “prosecho”, no sentido de aplicar-se, concentrar-se em, ser dedicado, devotar pensamento e esforço, mas é importante que nos apeguemos a que? Apegar-se com firmeza, dedicando-se àquilo que Deus tem falado, as verdades que temos recebido.

Por quê? Se não permanecemos, nos desviamos, se nos desviamos não finalizamos. Se apegue, agarre as verdades ouvidas, e deixe-se ser transformado por elas. Quantas palavras têm perdido seu efeito por não ser acompanhada de fé? (Hebreus 4)  Dedique-se com toda firmeza ao que Deus tem falado a você nesses dias. (“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa”. Hebreus 10.35) Não abandone, (“apoballo”) não jogue fora sua confiança, sua coragem, audácia e segurança, é necessário persistir, sempre em obediência, pois havendo feito a vontade de Deus, alcançará a promessa. Esse apego a palavra trará fé e confiança, obediência e perseverança (Romanos 10.17) para alcançar promessas, para viver processos e cumprir propósitos.

Um segundo passo prático com relação seria prestarmos mais atenção nas pessoas que estão a nossa volta a fim de sermos usados para encorajar e sermos encorajados. Devemos cuidar para não sermos persuadidos pelo espírito de independência e auto-suficiência que nos afasta das pessoas. Ao invés de abandonarmos a comunhão, devemos “congregar”, permanecer juntos, com admoestações, estimulando o aprimoramento moral ou espiritual de todos estabelecendo entendimento, mas isso só é possível através desse “congregar”, que vem de “parakaleo” e um dos seus significados é “chamar para o meu lado”, a fim de encorajar e fortalecer pela consolação. Sabemos que existe um severo discurso evangélico sobre a necessidade de se congregar, mas será que estamos de fato e de verdade chamando uns aos outros para estarem lado a lado? Será que freqüentar templos religiosos é sinônimo desse congregar bíblico? Será que não existem milhares de pessoas se sentindo sozinhas no meio de multidões? Será que milhares de pessoas ainda não estão enfraquecidas e até mesmo apagando por não entenderem essa carreira proposta? Será que não é tempo de congregarmos de fato? (“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” Hebreus 10.25)

Porque a verdade é que “Ninguém permanece até o fim sozinho”, por mais espiritual que pareça ser, não há totalidade na individuo, pois no Reino não funcionamos individualmente, mas sim de forma corporativa, por isso, comunhão não é apenas uma questão de consciência bíblica, mas de sobrevivência espiritual dentro de um propósito a ser alcançado. Por isso, o texto confirma o fato de quanto mais perto do fim estivermos, mais perto um do outro precisamos estar, encorajando-nos, edificando e fortalecendo uns aos outros em amor.

Todos nós conhecemos a história de Elias, e a semelhança dele, muitas vezes nos encontramos em crises no meio de nossa caminhada, na maioria das vezes por causa das pressões e dificuldades, no caso específico de Elias, essa pressão vinha de Jezabel. (“Tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida”. 1 Reis 19.14). Conforme observamos no texto, o que parecia mais afligir o coração de Elias e tornava a situação mais difícil era a sensação de solidão, o fato de estar em apuros e sentir sozinho. Muitas vezes esfriamos, perdemos totalmente as forças e o fato de nos sentirmos sozinhos torna toda possibilidade de reabilitação mais difícil. Por isso, estarmos um do lado do outro é uma questão de sobrevivência. Nesse contexto, o Senhor primeiro chama-o de volta ao caminho, de volta a sua missão, e depois lhe assegura que não está sozinho, preservando outros sete mil que não haviam beijado a Baal. (“Disse-lhe o Senhor: Vai, volta ao teu caminho para o deserto de Damasco e, em chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou”. 1 Reis 19.15 e 18.)

Quando as pressões nos empurram para dentro de cavernas, o Senhor nos chama de volta ao caminho e nos assegura que não estamos sozinhos. Ainda nesses dias fui lembrado de algo muito relevante, que na verdade Deus nunca levou homens para cavernas, mas sim para desertos, pois desertos falam de aperfeiçoamento para finalizar e cavernas falam de medo de continuar. Portanto, procure os sete mil que não se prostraram em sua comunidade, sua universidade, em sua vizinhança em sua cidade, se você estava pensando em desistir, em se retirar de um propósito, volte a se firmar sobre a verdade de Deus para sua vida experimente congregar, a chamar pessoas para estar do seu lado dentro de uma realidade de mutualidade e cooperação, pois, precisamos nos unir, para que a casa espiritual seja estabelecida e o Rio de Deus flua sobre nossas cidades e nação. (Ezequiel 47)

O santuário precisa ser finalizado
Precisamos entender que a glória do Senhor nunca veio sobre um santuário antes dele ser finalizado, e segundo o testemunho do tabernáculo natural, como sombra do espiritual, a presença da glória, representada na nuvem do Senhor encherá o santuário, que representa a igreja, como corpo de Cristo e a casa espiritual (1 Pedro 2.5) quando esse essa realidade for finalizada (Êxodo 40.34). Deus não pode se mover em algo inacabado, incompleto e fora dos padrões e valores estabelecidos, por isso, estamos sendo chamados para finalizar e restaurar essa casa espiritual chamada igreja, lembre-se disso, você é chamado para ser parte nesse projeto chamado igreja como um pedra de edificação e não de tropeço (Mateus 16). Os discípulos em Atos 1, entenderam que entre a promessa e o cumprimento havia um tempo de preparação, por isso, cremos que Atos 2, só existe a partir de Atos 1.14, a promessa do derramar do Espírito Santo se cumpriu a partir do momento que todos eles se dedicaram a perseverar unânimes em oração, ou seja, eles forçaram a promessa se cumprir, entenderam que entre a promessa, e o cumprimento existe o tempo de preparação que pode variar de dias a anos.

Do sucesso ao triunfo
Antes de encerrarmos queremos deixar um direcionamento com relação a essa realidade de finalização, porque entendemos que estamos sendo chamados para romper com todo evangelho que não seja o evangelho do Reino, ou seja, rompermos com toda proposta de sucesso para vivermos uma realidade de triunfo. O que isso significa? Erroneamente temos denominado o evangelho mercantilista que tem frustrado multidões com propostas de benefícios unilaterais, instantâneas e enganosas de “triunfalista”, mas na verdade, não há triunfo nesse evangelho. Há sim uma proposta de sucesso. Mas qual a diferença de sucesso e o triunfo? Sucesso aponta para resultados a curto prazo que trazem prestígio e popularidade. Por isso, um evangelho de sucesso, enfatiza apenas resultados imediatos, alcançando as massas, com popularidade. É muito comum vermos hoje pessoas com pouca habilidade e sem nenhum conteúdo alcançando sucesso, popularidade e prestígio, isso, tanto no contexto secular, ou seja. profano como no contexto chamado evangélico, não muito menos profano. Isso é sucesso.

Agora te pergunto: Quanto tempo essas pessoas permanecem com popularidade e prestígio? Temos consciência que o sucesso não representa uma realidade permanente, por isso, vemos tantas pessoas enlouquecidas pela maneira fria e rápida com que foram esquecidas. Porém, diferente do sucesso, o triunfo está relacionado a uma grande vitória, a superação, a algo que prevalece e permanece. Uma das definições que chamou minha atenção foi a o fato do triunfo estar relacionado a “dominar as paixões”. Confirmando o fato do triunfo apontar para um estágio final, significando tratar-se de um estágio acima e bem além do sucesso.  Por isso, podemos dizer sem nenhuma dúvida que muitas pessoas alcançaram sucesso, mas poucas chegam ao triunfo. O sucesso excita paixões, a popularidade e o prestígio provocam as paixões, mas no triunfo às paixões são vencidas, é um nível de maturidade e superação. E agora? Onde queremos chegar? Queremos o sucesso do banquete, ou o triunfo da cruz? Com base nas palavras de Jesus em Lucas 14 procuramos contribuir mostrando algumas lições a respeito da importância de irmos até o fim, de alcançarmos essa realidade de finalização e triunfo, de executarmos e não apenas tentarmos.  Que bom seria se todos nós pudéssemos entender que fomos chamados não para o sucesso, se entendêssemos que muitos homens tanto na história bíblica como na história contemporânea, se perderam no auge do seu sucesso. Um evangelho de sucesso ou cristianismo do triunfo?

Nosso desejo é que possamos um dia fazer a mesma oração de Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé...” (2 Timóteo 4.7) e que as palavras deste testemunho possam ter te encorajado a avançar até o fim em direção ao plano específico de Deus para sua vida e propósito coletivo dentro desse processo de restauração da igreja, como uma realidade espiritual de autoridade, poder e influência a ser ativada em todo lugar, portanto, para isso “livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos está proposta tendo os olhos fitos em Jesus autor e consumador da nossa fé. Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem se desanimem. Portanto, fortaleçam as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes. Façam caminhos retos para os seus pés, para que o manco não se desvie, antes seja curado”. (Hebreus 12.1, 3 e 12). “Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão” (2 João 1:8 RA) 

Fraternalmente em Cristo...

Anderson Bomfim
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